Gestão de riscos: Uma ferramenta de controle

Comumente percebemos uma tendência a resistência das empresas em trabalhar com a gestão de riscos nos seus negócios, principalmente quando falamos em dinheiro.

Isso acontece porque muitos gestores acreditam que aumentarão seus gastos, não trarão os resultados esperados ou pior, pensam que custa mais caro ter um controle interno do que a própria operação.

Por outro lado, percebemos uma crescente preocupação das empresas em implantar mecanismos de mitigação de riscos financeiros, ou seja, antecipar eventos adversos que comprometa a liquidez das operações dos seus negócios.

Daí fica uma pergunta:

Como as empresas podem utilizar a gestão de riscos como uma ferramenta para mitigar perdas financeiras em seus negócios?

A implantação da gestão de riscos é um dos instrumentos utilizados como suporte aos empresários para perenidade dos seus negócios. Esse processo possibilita as empresas mapear problemas que poderão afetar determinada atividade e em que intensidade. Conceitualmente, a gestão de risco é um conjunto de ações implantadas pela administração com a finalidade de reduzir os riscos inerentes a um patamar que seja aceitável em relação ao apetite ao risco da empresa (COSO ERM, 2017).

Para se ter uma ideia da relevância do tema, o relatório produzido pelo Instituto Provar/FIA (Programa de Administração do Varejo da Fundação Instituto de Administração, 2018), a média de perdas por ano é de 1,75% do faturamento bruto das empresas, sendo que os furtos e fraudes representam 16% dessas perdas.  Ou seja, as diferenças de casos em empresas com controles internos eficientes versus empresas sem um controle interno eficiente são significativas.

Assim, o Controle Interno e a Gestão de Riscos são temas atuais e relevantes e devido aos avanços tecnológicos, o mercado apresenta novas e melhores formas de controle interno, principalmente na forma de controle de estoque, fluxos de caixas, registros contábeis, apuração de indicadores, entre outros. Uma vez que novas ferramentas facilitam o monitoramento frequente, com redução do tempo entre uma análise e outra, o que reduz o risco de perdas financeiras.

Ainda, Marsh & McLennan Companies (2012) afirmam que desde o início do século 21 estamos na era do gerenciamento de riscos, pois esses surgem no exercício de qualquer atividade empresarial e precisam ser gerenciados adequadamente para evitar consequências econômicas indesejáveis.

Portanto, cautela não faz mal algum quando o assunto é reduzir as perdas financeiras nos negócios. Assim o uso de ferramentas consagradas no mercado para ajudar nessa tarefa tão importante para as organizações.

REFERÊNCIAS

Programa de Administração de Varejo, da Fundação Instituto de Administração [Provar] – FIA. Disponível em <https://labfinprovarfia.com.br/>.

MARSH & MECLENNAN COMPANIES (2012). La gestión del riesgo en la empresa familiar de Cantabria. España:  Marsh & McLennan Companies. 

COSO ERM. Gerenciamento de Riscos Corporativos – Integrado com Estratégia e Performance, 2017. Disponível em <www.coso.org>.

Publicado por Luciane Dutra Oliveira

Mamãe do Enzo Gael e esposa do Rodrigo. Mestre em Ciências Contábeis, especialista em Auditoria, Perícia e Controladoria Estratégica em Gestão. Contadora. Experiência nas áreas de Planejamento&Orçamento, Governança, Riscos e Compliance, Controles Internos, Transparência e LGPD.

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